O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), classificou como "desprezo para com as instituições republicanas" a atitude da cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como "Débora do batom", de apagar mensagens em seu celular. Débora foi condenada a 14 anos de prisão por sua participação nos atos de 8 de janeiro de 2023 e pela pichação da estátua da "Justiça" em frente à Corte.
Em sua decisão, Moraes destacou que a ocultação de provas reforça a conclusão sobre o desprezo pelas instituições. A Polícia Federal informou ter encontrado no celular de Débora uma interrupção de diálogos entre dezembro de 2022 e fevereiro de 2023, o que pode indicar a exclusão de dados relevantes sobre as manifestações antidemocráticas.
A crítica de Moraes foi resgatada por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro após a divulgação de mensagens trocadas entre o ministro e o banqueiro Daniel Vorcaro. Na ocasião, Vorcaro questionou Moraes sobre notícias e bloqueios relacionados a investigações, e o ministro respondeu com mensagens de visualização única, que se apagam após a leitura.
O deputado federal Marcel Van Hattem (Novo-RS) questionou a postura de Moraes, contrastando sua crítica a Débora com o envio de mensagens de visualização única a um investigado.