A atividade industrial do Brasil registrou um crescimento de 1,8% em janeiro de 2026, impulsionada por setores como o químico e o automotivo. Apesar do resultado positivo em relação a dezembro, o avanço não foi suficiente para reverter as perdas acumuladas no final de 2025, que deixaram um saldo negativo de 0,8% para o setor. A pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que a recuperação em janeiro foi favorecida pelo retorno da produção após férias coletivas.
Em contrapartida, seis atividades industriais registraram queda em janeiro, com destaque para o setor de máquinas e equipamentos, que apresentou recuo de 6,7%. O IBGE atribui esse desempenho, em parte, ao aumento das taxas de juros, que encarecem o crédito e os empréstimos.
Na comparação anual, entre janeiro de 2026 e janeiro de 2025, a indústria cresceu 0,2%, interrompendo uma sequência de quedas. No entanto, a análise de longo prazo, em 12 meses, mostra uma perda de intensidade no crescimento, com o índice caindo de 3,1% em dezembro de 2024 para 0,5% em janeiro de 2026.
O gerente da pesquisa, André Macedo, alertou para as incertezas no cenário econômico futuro, citando os possíveis impactos da guerra no Oriente Médio sobre o comércio internacional, custos de produção e oferta de matérias-primas.