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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Diretor da Petrobras descarta impacto de guerra no Irã nas exportações

Diretor da Petrobras afirma que conflito no Oriente Médio não impactará exportações para Ásia. Presidente da companhia ressalta resiliência diante da volatilidade do mercado de petróleo.

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Diretor da Petrobras descarta impacto de guerra no Irã nas exportações

O diretor de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, Claudio Romeo Schlosser, afirmou nesta sexta-feira (6) no Rio de Janeiro que o conflito no Oriente Médio, iniciado pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, não deve afetar as exportações da companhia para Índia, China e Coreia do Sul. Segundo Schlosser, as rotas utilizadas por esses países não são ameaçadas pela guerra.

"Não vejo risco à exportação de petróleo", declarou Schlosser em coletiva à imprensa, garantindo que a importação de 100 barris/dia de óleo específico para a Refinaria Duque de Caxias (Reduc) pode ser feita por rotas alternativas, como o Estreito de Ormuz, o Mar Vermelho ou portos no norte do Mar Mediterrâneo.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, reconheceu a volatilidade do cenário internacional, com o preço do barril de petróleo podendo variar entre US$ 53 e US$ 180. Ela ressaltou a necessidade de a empresa ser resiliente para enfrentar qualquer circunstância, comparando a atual instabilidade com a corrida por papel higiênico durante a pandemia de Covid-19, que se mostrou desnecessária.

"É especulação. Se todo mundo correr para comprar, vai aumentar o preço", alertou, recomendando cautela e serenidade.

Sobre o lucro líquido de R$ 110,1 bilhões registrado em 2025, um aumento de quase 200% em relação a 2024, Chambriard classificou o resultado como "espetacular", atribuindo-o à disciplina de capital, eficiência operacional e produção verticalizada. Ela destacou a resiliência da Petrobras mesmo com a flutuação do preço do Brent.

A produção de óleo e gás aumentou 11% em 2025, impulsionada pela entrada em operação e aumento de capacidade da FPSO Almirante Tamandaré. Novas plataformas em construção em Singapura também devem impulsionar a produção nos próximos anos.

Fonte: Agência Brasil

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