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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Jornal Diário do Povo

INVESTIGAÇÃO FINANCEIRA

Preso pela PF, suspeito de planejar ataques contra desafetos de Daniel Vorcaro morre em BH

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o "Sicário", preso na Operação Compliance Zero, morreu na carceragem da PF em BH. A polícia aponta suicídio.

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Preso pela PF, suspeito de planejar ataques contra desafetos de Daniel Vorcaro morre em BH

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como "Sicário" e apontado pela Polícia Federal (PF) como o responsável por monitorar e planejar ataques contra adversários do banqueiro Daniel Vorcaro, morreu nesta quarta-feira (5) em Belo Horizonte. Segundo a PF, Mourão atentou contra a própria vida enquanto estava sob custódia na superintendência do órgão na capital mineira. Ele chegou a ser levado a um hospital, mas não resistiu.

Mourão foi um dos alvos da Operação Compliance Zero, que investiga um grupo ligado ao Banco Master, de Vorcaro. A PF informou que o suspeito comandava uma estrutura informal denominada "A Turma", responsável por vigilância e obtenção de informações sobre críticos e pessoas ligadas às investigações do grupo. Os investigadores suspeitam que Mourão recebia cerca de R$ 1 milhão mensalmente por esses serviços.

A investigação aponta ainda que Mourão utilizava credenciais de terceiros para acessar sistemas restritos de órgãos públicos, incluindo a própria PF, o Ministério Público Federal e bases de dados internacionais. Em decisão que determinou a prisão de Mourão e Vorcaro, o ministro André Mendonça, do STF, mencionou indícios de que o banqueiro teria instruído Mourão a forjar um assalto contra o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, com o objetivo de silenciar a imprensa.

Mourão já era réu desde 2021 em um processo do Ministério Público de Minas Gerais por suspeitas de lavagem de dinheiro, organização criminosa e crime contra a economia popular. Investigações indicam que ele também operava um esquema de pirâmide financeira, tendo movimentado R$ 28 milhões em contas ligadas a ele entre 2018 e 2021.

A defesa de Mourão alegou que as provas obtidas contra ele foram desprovidas de autorização judicial e apontou nulidades no processo. O advogado afirmou que aguarda o boletim médico para se manifestar oficialmente sobre a morte de seu cliente.

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