Ir para o conteúdo

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

POLÍCIA FEDERAL

Operação Compliance Zero prende banqueiro e aponta "milícia privada" e servidores do BC em fraudes

Operação Compliance Zero prende banqueiro Daniel Vorcaro e expõe esquema com servidores do BC e "milícia privada". Investigações apontam para fraudes financeiras, intimidação e lavagem de dinheiro.

Compartilhe
WhatsApp
Operação Compliance Zero prende banqueiro e aponta "milícia privada" e servidores do BC em fraudes

A Polícia Federal deflagrou nesta manhã a terceira fase da Operação Compliance Zero, que resultou na prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. A ação mira oito investigados, incluindo servidores afastados do Banco Central (BC), operadores financeiros e membros de uma suposta "milícia privada" utilizada para intimidar adversários da organização criminosa.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou a prisão de quatro alvos devido ao "perigo concreto" representado por sua liberdade. Segundo a PF, Daniel Vorcaro lidera uma organização criminosa com quatro núcleos de atuação. A corporação afirma que ele ordenou atos de intimidação contra concorrentes, ex-funcionários e jornalistas, classificando o grupo como "profissionais do crime" que atuam com "atos de violência física e coação".

Entre os presos está Fabiano Zettel, apontado como o braço financeiro da organização, responsável por operacionalizar pagamentos e intermediar fraudes. Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado, e Luiz Phillipi Mourão, descrito como o "sicário" de Vorcaro, são suspeitos de integrar a "Turma", o suposto "braço armado" do grupo, responsável por monitoramento, coleta de informações e intimidação.

Servidores afastados do Banco Central também são alvos. Paulo Sérgio de Souza e Bellini Santana teriam atuado informalmente em favor dos interesses do Banco Master, fornecendo orientações estratégicas e consultoria sobre processos administrativos e a relação do banco com o órgão regulador.

O advogado Leonardo Palhares é suspeito de formalizar um contrato simulado para justificar pagamentos a Bellini Santana, conferindo "aparência de legitimidade" à contratação. Ana Claudia Queiroz de Paiva, sócia de uma empresa utilizada para movimentar valores, teria gerenciado os pagamentos feitos à "Turma".

Leia também