O fundo Planck arrematou ativos da MMX, mineradora fundada por Eike Batista e declarada falida em 2021, pelo lance mínimo de R$ 66,3 milhões. A aquisição, que não teve outros interessados, inclui bens da massa falida localizados no Porto do Sudeste, em Itaguaí (RJ).
O valor total envolve R$ 60 milhões de lance mínimo, acrescidos de R$ 3 milhões em despesas processuais e R$ 3,3 milhões em correção monetária. O leilão foi conduzido pelo juiz Arthur Eduardo Magalhães Ferreira, da 3ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Avaliado em R$ 57,88 milhões pela B23 Capital Assessores Financeiros, o lote compreende 9.519.226 debêntures conversíveis em ações e 6.336.766 ações ordinárias do Porto do Sudeste.
O certame utilizou o modelo de "stalking horse offer", que garante um proponente preferencial para o valor mínimo estipulado, assegurando uma oferta mínima para a massa falida.
A MMX entrou em processo de falência após o colapso da EBX, conglomerado de Eike Batista. O Porto do Sudeste, originalmente projetado para escoar a produção da mineradora, foi vendido em 2014 para a Trafigura e o fundo Mubadala.
Eike Batista, apesar de condenado judicialmente, busca retornar ao mundo dos negócios com um projeto focado em biocombustíveis, como etanol e combustível sustentável de aviação (SAF), a partir de uma nova variedade de cana-de-açúcar.
O plano de Eike inclui o financiamento de um criptoativo, o Eike token, que teve sua comercialização barrada no Brasil pela CVM, mas que, segundo ele, será negociado no exterior. A meta é arrecadar US$ 100 milhões com a operação.