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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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ECONOMIA INTERNACIONAL

China estabelece meta de crescimento mais baixa em 33 anos

China define meta de crescimento de até 5% em 2026, a mais baixa desde 1991, em um movimento para focar em um desenvolvimento mais sustentável e menos dependente de dívidas e exportações.

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China estabelece meta de crescimento mais baixa em 33 anos

A China anunciou nesta quinta-feira (07/03) sua meta de crescimento econômico mais modesta desde 1991, visando entre 4,5% e 5% para o ano. A decisão, amplamente esperada por economistas, reflete a adaptação do país a um novo modelo de desenvolvimento, menos dependente de investimentos em imóveis e infraestrutura financiados por dívida.

O governo chinês sinaliza conforto com um ritmo de crescimento mais lento, buscando motores mais sustentáveis e reduzindo a pressão por estímulos agressivos em um cenário global volátil. A meta, que será oficialmente anunciada pelo primeiro-ministro Li Qiang, também determinará os objetivos para emprego e inflação, influenciando o apoio fiscal em 2026.

A decisão ocorre em meio a incertezas externas, como os conflitos no Oriente Médio, que podem afetar rotas comerciais e a relação com os Estados Unidos. As exportações, que responderam por um terço do crescimento chinês no ano passado, mostram a dependência do país, enquanto o consumo doméstico ainda não compensa o colapso do mercado imobiliário.

Uma meta de crescimento conservadora diminui as chances de estímulos robustos, com o governo relutante em aprofundar o endividamento. Apesar disso, o intervalo proposto supera a média anual necessária para dobrar o PIB per capita até 2035, um objetivo crucial para a visão de longo prazo do presidente Xi Jinping.

A China manterá o déficit orçamentário nominal em 4% do PIB e emitirá 1,3 trilhão de yuans em títulos especiais ultralongos, indicando disposição para sustentar a demanda via endividamento público. A meta de inflação ao consumidor foi mantida em 2%, e a de criação de empregos em mais de 12 milhões.

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