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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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POLÍTICA

PT leva ao TSE impulsionamento de posts anti-Lula após desfile

PT aciona o TSE com representações contra políticos que impulsionaram posts críticos a Lula após desfile da Acadêmicos de Niterói. Partido pede suspensão de publicações e alega ação coordenada da oposição.

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PT leva ao TSE impulsionamento de posts anti-Lula após desfile

O Partido dos Trabalhadores (PT) ajuizou quatro representações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra políticos que impulsionaram publicações críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à sua gestão. As postagens foram veiculadas nas redes sociais após o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente no carnaval deste ano. O partido pede que a Meta, empresa controladora do Facebook e Instagram, suspenda o impulsionamento das publicações e proíba novas ações com o mesmo teor.

Entre os representados estão o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), o deputado Filipe Barros (PL-PR) e Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente Jair Bolsonaro e pré-candidato à Câmara. O PT elaborou um levantamento, que circula entre aliados do governo, detalhando quem pagou para impulsionar essas críticas. O Planalto expressou preocupação com o alcance do conteúdo e o potencial desgaste de Lula, vendo o movimento como uma prévia da campanha da oposição.

A relatora dos pedidos no TSE é a ministra Estela Aranha. O PT busca demonstrar que a ação é orquestrada por adversários para desgastar o Executivo, especialmente em ano eleitoral. O partido também questiona no TSE a regra que não considera propaganda eleitoral antecipada as críticas ao desempenho de administrações públicas, o que, segundo a sigla, cria um desequilíbrio.

O levantamento do PT aponta 54 figuras públicas, incluindo parlamentares, prefeitos e influenciadores, que impulsionaram posts críticos. O desfile da Acadêmicos de Niterói gerou críticas de setores conservadores e evangélicos, além de questionamentos sobre o uso de verbas federais pela escola de samba. Parlamentares como Filipe Barros e Paulinho da Força, e o prefeito Ricardo Nunes, impulsionaram conteúdos críticos com valores que, em sua maioria, não ultrapassam R$ 100 por post.

O PT tem buscado diálogo com big techs para discutir o papel das plataformas nas eleições. Representantes da sigla se reuniram com executivos da Meta e planejam novos encontros. O governo, por sua vez, busca estratégias para reagir a ofensivas nas redes. O ministro da Secom, Sidônio Palmeira, minimizou as críticas, classificando-as como um "debate falso" e "oportunismo eleitoral", e afirmou que a resposta jurídica caberia ao PT.

O levantamento detalha cada publicação, incluindo o autor, valor desembolsado, duração, público estimado e alcance. O deputado Filipe Barros afirmou que seu vídeo é uma "marchinha de carnaval contra o PT" e não menciona o desfile. O prefeito Ricardo Nunes divulgou um vídeo do governador Tarcísio de Freitas criticando o desfile, com a legenda "Aos amigos, tudo. Aos inimigos, a lei. Acorda, Brasil". Renato Bolsonaro classificou o desfile como "absurdo" e afirmou ter ingressado com representações na Justiça.

Integrantes do governo reconhecem reservadamente que a presença de autoridades no desfile foi um equívoco e que a situação deveria ter sido evitada, dada a falta de benefício político e o potencial de desgaste na relação com o segmento evangélico.

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