Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, 43 anos, conhecido como 'Sicário', foi preso nesta quarta-feira (4) por suspeita de liderar um grupo que realizava vigilância e coletava informações de adversários do Banco Master. A ordem de prisão partiu do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Investigações da Polícia Federal apontam que Mourão utilizava um grupo de WhatsApp, apelidado de 'A Turma', para coordenar ações. O grupo também contava com a participação de Daniel Vorcaro. Segundo o STF, há indícios de que o banqueiro Daniel Vorcaro determinou a simulação de um assalto para prejudicar o colunista Lauro Jardim, do GLOBO, e silenciar a imprensa.
Mourão é réu desde 2021 em uma ação em Minas Gerais, onde é investigado por organização criminosa, lavagem de dinheiro e crime contra a economia popular. A promotoria mineira suspeita que ele operava um esquema de pirâmide financeira que movimentou R$ 28 milhões entre 2018 e 2021.
Relatório de inteligência da Polícia Militar de Minas Gerais, obtido pelo GLOBO, aponta que Mourão exercia papel de liderança na organização, coordenando atividades ilícitas e gerenciando membros do grupo. A análise do celular apreendido do suspeito indicou que ele sabia das investigações e tentou destruir provas.
A defesa de Mourão alega que as provas obtidas pelas autoridades carecem de autorização judicial e que o empresário atuava na compra e venda de veículos, atividade que daria lastro às movimentações financeiras.
Fonte: O GLOBO