O Google apresentou nesta quarta-feira (5) um novo sistema para aplicativos em celulares e tablets Android, facilitando o acesso de concorrentes e reduzindo taxas cobradas de desenvolvedores. A proposta visa encerrar processos antitruste nos Estados Unidos e cumprir novas exigências regulatórias na Europa e em outras regiões.
A Alphabet, controladora do Google, propôs que outras empresas possam se registrar na plataforma, pagar uma taxa única e oferecer suas próprias lojas de aplicativos no Android. O Google também diminuirá as taxas cobradas de desenvolvedores, de 30% para até 15% ou 10% em assinaturas recorrentes.
A Epic Games, que há tempos disputa com o Google, afirmou que as novas políticas encerram suas preocupações com a plataforma Android e os litígios em diversos países. O CEO da Epic, Tim Sweeney, declarou que "agora qualquer um pode lançar uma loja de aplicativos concorrente".
As mudanças entram em vigor até junho nos EUA, Reino Unido e União Europeia, com alterações na Austrália, Coreia do Sul e Japão previstas até o fim de 2026.
A Alphabet não divulga separadamente a receita do sistema Android ou da loja Google Play. Documentos do processo nos EUA com a Epic indicam que a loja de aplicativos gerou US$ 14,66 bilhões em vendas em 2020.
Em março de 2025, a Comissão Europeia criticou o Google por supostamente violar a Lei de Mercados Digitais (Digital Markets Act) da União Europeia. O Google já foi multado em € 9,5 bilhões (US$ 11,3 bilhões) pela UE por violações às regras de concorrência.
O Google se comprometeu a implementar mudanças em sua loja de aplicativos no Reino Unido a partir de abril. Segundo Google e Epic, a nova proposta resolverá preocupações levantadas pelo juiz James Donato sobre um acordo firmado em novembro de 2025.
A nova estrutura separa o uso do sistema de pagamentos do Google da loja Google Play. Desenvolvedores que quiserem usar o serviço de cobrança pagarão uma taxa fixa de 5% ou poderão optar por outros processadores de pagamento.