O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou nesta terça-feira (3) a farmacêutica Bionovis, em Valinhos (SP), para reforçar a importância da indústria nacional no fornecimento de medicamentos biológicos ao Sistema Único de Saúde (SUS). A fábrica, fundada em 2012, produz anualmente cerca de 19 milhões de seringas e frascos essenciais para pacientes.
Acompanhado de ministros e do vice-presidente Geraldo Alckmin, Lula destacou o papel do Estado como indutor de políticas de crédito e financiamento, e não como produtor direto. "O presidente da República destacou que o papel do Estado não é ser produtor. Ele não tem que ser a fábrica. Ele tem que ser o indutor, tem que ter política de crédito, de financiamento e ajudar na produção. Quando beneficia as pessoas, todo mundo ganha".
O presidente comparou os medicamentos produzidos pela Bionovis a "mísseis para salvar vidas", em contraponto aos armamentos discutidos no cenário internacional. Medicamentos que custam até R$ 6 mil por seringa são oferecidos gratuitamente pelo SUS, com uma redução de 80% no custo graças às compras governamentais e ao financiamento do BNDES.
Odinir Finotti, presidente da Bionovis, ressaltou que o SUS garante o acesso a tratamentos complexos, como para artrite reumatoide, com 20 a 25 seringas por paciente ao ano. Fernando Haddad, ministro da Fazenda, enfatizou a necessidade de parcerias entre o Estado e a iniciativa privada, com apoio do BNDES, para viabilizar projetos como o da Bionovis.
O governo federal tem investido R$ 15 bilhões na inovação e desenvolvimento da indústria da saúde, buscando a soberania nacional na produção de medicamentos e insumos. No ano passado, o BNDES aprovou R$ 650 milhões para a Bionovis instalar uma linha de produção pioneira de medicamentos biotecnológicos, anteriormente fabricados apenas no exterior.