A Tabela do Imposto de Renda 2026 trará novidades significativas para os contribuintes brasileiros. A partir de janeiro, a isenção mensal do IRPF subirá para R$ 5.000. Para rendimentos entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, haverá uma redução gradual do imposto. Acima de R$ 7.350, as alíquotas permanecem as mesmas. A mudança, aprovada pelo governo, visa beneficiar cerca de 16 milhões de pessoas.
A declaração referente ao ano-base de 2025 ainda seguirá as regras antigas. A nova faixa de isenção, no entanto, já está em vigor desde maio para rendimentos mensais, chegando a R$ 3.036 na prática devido a um desconto simplificado automático. O teto de isenção atual é de R$ 2.428,80.
O governo estima que a renúncia fiscal com as novas isenções será de R$ 31,2 bilhões em 2026. Para compensar, será implementado um imposto mínimo sobre contribuintes de alta renda e taxação de dividendos enviados ao exterior, com previsão de arrecadação de R$ 34,1 bilhões.
O imposto mínimo incidirá sobre rendas mensais acima de R$ 50 mil (ou R$ 600 mil anuais), com alíquotas progressivas de até 10% para quem ganha mais de R$ 1,2 milhão por ano. Estima-se que 141 mil contribuintes serão afetados. Ganhos de capital na venda de imóveis (exceto os obtidos na Bolsa), rendimentos acumulados, lucros e dividendos de empresas entram no cálculo. Ficam de fora heranças, doações, rendimentos da poupança e indenizações.
Profissionais liberais com rendimentos acima de R$ 50 mil mensais também poderão ser impactados pela tributação mínima. Para evitar dupla cobrança sobre empresas e sócios, haverá um redutor de imposto nos dividendos. A retenção de 10% sobre lucros e dividendos acima de R$ 50 mil mensais e sobre qualquer valor enviado ao exterior entrará em vigor. Atualmente, dividendos são isentos.
O governo assegurou que estados e municípios não terão perdas nos repasses, com mecanismos de compensação automática via fundos de participação.
Fonte: O Globo