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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Conflito no Oriente Médio não afeta plano de juros do BC, diz Tesouro

Secretário do Tesouro, Rogério Ceron, acredita que petróleo em até US$ 85 não impacta plano de juros do BC. Brasil se beneficia com alta da commodity e é visto como porto seguro para investimentos.

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Conflito no Oriente Médio não afeta plano de juros do BC, diz Tesouro

O secretário do Tesouro, Rogério Ceron, afirmou que o conflito no Oriente Médio, com ataques entre Estados Unidos, Israel e Irã, não deve interferir na decisão do Banco Central de iniciar a queda dos juros em março. Segundo Ceron, a manutenção do preço do barril de petróleo entre US$ 75 e US$ 85 não trará pressão inflacionária relevante para o Brasil neste momento. Ele avalia que o cenário sinalizado pelo Comitê de Política Monetária (Copom) permanece inalterado.

Ceron explicou que, caso o preço do petróleo se estabilize nesse patamar e considerando a valorização cambial, o impacto inflacionário será contido. Ele ponderou que uma alta mais acentuada do petróleo, acima de US$ 100 o barril, poderia antecipar o fim do ciclo de cortes de juros, mas ressaltou que essa não é a projeção atual.

O secretário também destacou que a alta do petróleo pode trazer benefícios fiscais para o Brasil, como o aumento na arrecadação de royalties e dividendos da Petrobras, devido à posição exportadora do país. Ele comparou a situação com o cenário de 2021 e 2022, quando o boom do petróleo também gerou efeitos fiscais positivos.

Apesar da incerteza gerada pelo conflito, Ceron considera o Brasil um "porto seguro" para investidores que buscam diversificação, devido à sua estabilidade e ausência de atritos geopolíticos. Ele acredita que o país está bem posicionado para continuar atraindo investimentos.

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