A Bayer chegou a um acordo para pagar US$ 7,25 bilhões e encerrar dezenas de milhares de processos que acusam o herbicida Roundup de causar câncer. O acordo abrange reivindicações atuais e futuras. A proposta foi submetida a um juiz no Missouri, mas ainda depende de aprovação. Um acordo anterior de US$ 10 bilhões foi desfeito em 2020.
A empresa alemã, que adquiriu a Monsanto em 2016, já havia reservado US$ 10 bilhões para litígios do Roundup. Com o novo acordo, os custos jurídicos totais da Bayer com o herbicida se aproximam de US$ 14 bilhões. O CEO Bill Anderson afirmou que o acordo é um marco importante.
A decisão ocorre em meio a um caso pendente na Suprema Corte dos EUA, que pode determinar se a legislação federal protege a Bayer de processos relacionados ao Roundup. O glifosato, principal ingrediente do herbicida, é amplamente utilizado em lavouras e alvo de críticas por sua ligação com diversos tipos de câncer, apesar de a Agência de Proteção Ambiental dos EUA considerá-lo seguro.
Advogados dos autores das ações destacam a importância de garantir compensação antes da decisão da Suprema Corte. Caso o acordo seja aprovado, ele não será afetado pelo resultado do julgamento na Suprema Corte, proporcionando maior segurança jurídica à Bayer.