A espera de mais de 20 anos acabou: o Brasil volta a sediar uma etapa da MotoGP neste fim de semana. O palco é o Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia, cidade que marcou a estreia da categoria no país em 1987. O local passou por uma remodelação completa e foi homologado pela Federação Internacional de Motovelocidade (FIM) para receber a prova brasileira, confirmada para 22 de março.
O caminho para o retorno foi longo e repleto de obstáculos comerciais e políticos. Após passagens por Interlagos (1992) e Jacarepaguá (1988-2004), tentativas frustradas em Brasília e no Rio de Janeiro adiaram o sonho. A oportunidade surgiu em 2024, quando a saída de Buenos Aires do calendário abriu espaço para Goiás negociar com a Dorna, promotora da MotoGP.
Com um contrato de cinco anos assinado com a Brasil Motorsports, a expectativa é alta. O autódromo goiano foi elogiado pelos pilotos e recebeu investimentos de cerca de R$ 200 milhões para atender aos novos critérios de segurança e infraestrutura. Modernizações na cronometragem, sistemas de telemetria e áreas de escape foram realizadas.
O evento promete movimentar a economia local. Os ingressos esgotaram em 24 horas, com 80% das vendas para público de fora do estado. A rede hoteleira registra ocupação próxima a 100%, e a estimativa de impacto econômico ultrapassa os R$ 800 milhões.
A MotoGP, agora pertencente à Liberty Media (mesma dona da F1), atrai um público jovem e apaixonado. A categoria se consolida como um importante palco de negócios e networking, com mais de 100 empresas garantindo espaços de hospitalidade no autódromo.