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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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JUDICIÁRIO

Fachin articula com Três Poderes para resolver impasse dos supersalários

Em busca de "consenso responsável", Fachin busca articulação com Executivo e Legislativo para definir regras sobre supersalários no serviço público. Decisão do STF adiada para 25 de março.

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Fachin articula com Três Poderes para resolver impasse dos supersalários

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, intensificará as articulações com o Judiciário, Executivo e Legislativo para buscar um consenso sobre os supersalários no serviço público. A medida ocorre após o adiamento do julgamento no STF sobre o tema, que estava previsto para 25 de março, devido à falta de acordo.

O objetivo é construir uma solução conjunta antes da decisão final da Corte. O assunto ganhou força após determinação do ministro Flávio Dino, que pediu a revisão de todos os repasses que ultrapassam os tetros constitucionais.

"Tenho empenhado meus melhores esforços na construção de um consenso responsável acerca dos pagamentos à magistratura", afirmou Fachin. Ele busca harmonizar decisões e alinhar expectativas com os parâmetros constitucionais.

A questão é tratada nos bastidores do STF como um dos temas mais sensíveis, com potencial de desgastes públicos. Fachin já se reuniu com os presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Davi Alcolumbre, para discutir saídas. O Congresso apontou a dificuldade de aprovar uma lei nacional sobre o tema em ano eleitoral, o que reforça a necessidade de tratativas para uma regra de transição.

Fachin também atua para evitar decisões fragmentadas dentro do próprio STF. A criação de uma comissão consultiva com membros do Congresso e do Ministério da Fazenda foi formalizada para elaborar regras claras para o pagamento de verbas indenizatórias, respeitando o teto de R$ 46,3 mil.

Até que uma solução seja definida, continuam valendo as decisões liminares que suspenderam pagamentos de benefícios sem previsão legal. Dino determinou a revisão de verbas e proibiu a aplicação de novas legislações sobre parcelas que ultrapassem o teto constitucional. Gilmar Mendes também condicionou o pagamento de verbas indenizatórias à aprovação em lei pelo Congresso.

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