John Textor, proprietário da SAF do Botafogo, elogiou a qualidade do elenco alvinegro, mas admitiu a necessidade de reforços em todas as áreas do campo. A declaração foi feita após a vitória do time por 2 a 0 contra o Nacional Potosí, no Nilton Santos, onde ele compareceu para acompanhar a apresentação de Cristian Medina, novo reforço.
Textor expressou confiança no projeto a longo prazo, superando o otimismo de 2024, ano em que o clube conquistou o Campeonato Brasileiro e a Libertadores. No entanto, lamentou o alto número de lesões que afetou o time.
"Nós temos um número incrível de jogadores de altíssima qualidade. É triste que, no ano passado e no início desse ano, vários desses jogadores não têm estado bem fisicamente para estarem em campo. Mas eu acredito fortemente que muito disso está acabando", disse Textor.
O empresário americano detalhou as carências, citando a defesa, o meio-campo e o ataque. Ele destacou a versatilidade de Medina, recém-chegado, para suprir lacunas no meio.
"Nós mudamos o jeito de jogar. Não é que o técnico não vá ser flexível na forma de jogar, mas nós temos uma abundância de meio-campistas, jogadores bons com a bola nos pés, que podem criar combinações e chances de gol, mas, ainda assim, seguimos com 'gap' nesse setor. E o Cristian (Medina) preenche várias delas pela sua versatilidade", explicou.
Na defesa, Textor mencionou a dificuldade em encaixar três zagueiros com dois jogadores experientes disponíveis e a busca por mais nomes para a posição. Na lateral esquerda, apesar da boa fase de Alex Telles, a necessidade de mais opções é clara.
No ataque, a situação de Arthur Cabral, com dificuldades de adaptação e lesões, foi citada como um ponto de atenção.
"Temos experiência e juventude entre os centroavantes, mas também temos lesões. Estamos tentando recuperar o Chris (Ramos). Mas nós temos um time talentoso, com muitos jogadores de qualidade, e temos que administrar o trabalho, a recuperação, a fadiga e as lesões bem melhor do que fizemos no ano passado. E precisamos também de um pouco de sorte nessa questão", concluiu.
Fonte: O Globo