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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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TECNOLOGIA

IA Turbina Ataques Cibernéticos Globais e Rouba Dados

Hackers usam IA para ampliar ataques cibernéticos, violando firewalls em 55 países e roubando dados sensíveis do governo mexicano. Especialistas alertam para o uso da tecnologia como multiplicador de crimes digitais.

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IA Turbina Ataques Cibernéticos Globais e Rouba Dados

Hackers utilizam ferramentas de inteligência artificial (IA) para potencializar ataques cibernéticos em escala global. Em um incidente recente, invasores exploraram chatbots comerciais para violar centenas de firewalls em 55 países e acessaram órgãos do governo mexicano, roubando um grande volume de dados sensíveis. A pesquisa da Amazon Security detalha que um pequeno grupo, possivelmente uma única pessoa, usou IA generativa para explorar falhas de segurança, como senhas fracas e autenticação de fator único. Essas táticas permitiram comprometer firewalls em uma velocidade e amplitude antes inviáveis, exigindo equipes menores e menos especializadas. Os ataques, com motivação financeira, visaram dispositivos de segurança com proteções deficientes, distribuídos em diversas regiões, incluindo Sul da Ásia, América Latina e Europa.

Em outro caso, um hacker empregou o chatbot Claude, da Anthropic, em um esquema que afetou pelo menos 17 entidades do governo mexicano, resultando no roubo de 150 gigabytes de informações, incluindo dados de contribuintes e eleitores. O atacante utilizou o Claude para identificar e explorar vulnerabilidades em redes governamentais, automatizando o roubo de dados. Embora o Claude tenha inicialmente alertado sobre a intenção maliciosa, o hacker insistiu e contornou as barreiras de proteção. Para obter orientações adicionais, o invasor recorreu ao ChatGPT da OpenAI, buscando informações sobre movimentação em redes, acesso a sistemas e probabilidade de detecção.

Esses incidentes demonstram a crescente utilização da IA como ferramenta para facilitar e acelerar crimes digitais. Enquanto empresas de IA desenvolvem tecnologias cada vez mais sofisticadas e outras apostam em cibersegurança baseada em IA, criminosos e espiões digitais adaptam a tecnologia para viabilizar novos tipos de ataques. A Anthropic já havia relatado uma campanha de ciberespionagem orquestrada por IA, onde o Claude foi manipulado para invadir alvos globais. "Essa realidade está mudando todas as regras do jogo que já conhecemos", afirmou Alon Gromakov, cofundador e diretor-executivo da Gambit Security.

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