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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

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POLÍTICA

CPMI do INSS quebra sigilo de Lulinha e convoca André Moura

CPMI do INSS aprova quebra de sigilo de Lulinha e convoca André Moura. Comissão também vota quebra de sigilo do Banco Master e outras convocações em meio a tumulto.

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CPMI do INSS quebra sigilo de Lulinha e convoca André Moura

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou nesta quinta-feira (26) a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão atende a um pedido do deputado Alfredo Gaspar (União/AL).

A investigação apura um esquema de descontos ilegais em benefícios do INSS. Mensagens apreendidas pela Polícia Federal em celulares de investigados citam repasses de valores a "o filho do rapaz", que seria Lulinha.

A defesa de Lulinha nega qualquer relação com as fraudes e afirma que ele se colocou à disposição para prestar esclarecimentos. A defesa critica a divulgação de dados sigilosos de uma investigação em andamento.

Durante a reunião, foram aprovados outros 86 requerimentos, incluindo a quebra de sigilo do Banco Master e a convocação de ex-executivos e outras personalidades. Entre os convocados estão o ex-executivo do Banco Master Augusto Ferreira Lima, o ex-deputado André Moura, a empresária Danielle Miranda Fontelles e Gustavo Marques Gaspar, ex-assessor de senador.

André Moura é suspeito de ser um dos articuladores do esquema de fraude no INSS, especialmente em Sergipe. Danielle é apontada como responsável por operações no exterior para movimentação e lavagem de dinheiro. Gaspar foi alvo de operação da PF por supostas relações com o esquema.

A reunião foi marcada por tumulto e troca de socos após a votação em bloco dos requerimentos.

A CPMI também ouvirá o depoimento do empresário Paulo Camisotti, investigado por participação em fraudes bilionárias contra aposentados e pensionistas. O deputado estadual Edson Cunha de Araújo e o advogado Cecílio Galvão não compareceram para depor. Araújo alegou motivo de saúde e proibição de sair de São Luís. Galvão alegou compromissos profissionais, o que levou a CPMI a solicitar sua condução coercitiva.

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