A fabricante de carros de luxo britânica Aston Martin Lagonda anunciou um plano para demitir até 20% de sua força de trabalho, o equivalente a cerca de 600 funcionários. A decisão surge em meio a dificuldades financeiras agravadas pelas tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos, segundo o CEO Adrian Hallmark.
As tarifas americanas, aliadas a atrasos em produtos, problemas de qualidade e uma desaceleração na China, têm prejudicado os esforços de reestruturação da empresa. A Aston Martin, famosa por equipar o agente secreto James Bond, busca reverter anos de prejuízos e reduzir seu endividamento, que totalizava £ 1,38 bilhão no final do ano passado.
A companhia espera economizar cerca de £ 40 milhões com os cortes, que são mais profundos que os 5% de demissões realizados há um ano. Apesar dos desafios, as ações da Aston Martin tiveram uma leve alta nesta quarta-feira (26) em Londres, após três alertas de lucro no último ano.
A Aston Martin registrou um prejuízo de £ 493 milhões em 2025 e projeta uma melhora modesta no fluxo de caixa apenas em 2026. A receita da empresa caiu 21% no ano passado, totalizando £ 1,26 bilhão.
A estratégia para este ano inclui o lançamento do supercarro híbrido Valhalla, com o objetivo de aumentar o preço médio de venda dos modelos, que caiu 15% em 2025. A empresa também anunciou a venda de direitos de nome para a equipe de Fórmula 1, controlada pelo bilionário Lawrence Stroll, que resgatou a Aston Martin em 2020.