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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Senadores criticam CVM por suposta inação no caso Banco Master

Senadores cobram presidente interino da CVM, João Carlos Accioly, por suposta omissão na fiscalização do Banco Master, acusado de fraude bilionária. Accioly defende atuação do órgão e aponta necessidade de aprimoramento.

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Senadores criticam CVM por suposta inação no caso Banco Master

Senadores da Comissão do Banco Master no Senado Federal cobraram nesta terça-feira (24) o presidente interino da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), João Carlos Accioly, sobre a atuação do órgão na fiscalização do Banco Master. A instituição é acusada de cometer fraude bilionária no mercado de capitais.

O líder do MDB, Eduardo Braga (AM), criticou a CVM, afirmando que a autarquia já teria se omitido em casos anteriores de fraudes, como o das Lojas Americanas. "Não é a primeira vez que a CVM se mostra omissa", disse Braga, lamentando que "milhares, eu diria, de milhões de brasileiros" estão sendo prejudicados com o desaparecimento de seus fundos de previdência. A investigação do caso Banco Master segue em andamento.

Braga sugeriu que a omissão pode ir além, com o Banco Master utilizando dinheiro de clientes para cobrir rombos financeiros da própria instituição. "Eu estou dizendo a palavra e o adjetivo omissão porque eu quero ser politicamente correto. O nome disso, lamentavelmente, não é omissão", afirmou.

Em resposta, João Accioly reconheceu que pode ter havido falha na divulgação das ações de combate às fraudes. Ele explicou que a CVM comunicou ao Ministério Público em junho de 2025 indícios de aporte de quase R$ 500 milhões do Banco Master em "clínicas de laranjas", após detecção em supervisão. A operação da Polícia Federal (PF) sobre o caso, a Compliance Zero, teria sido iniciada a partir dessas informações. O caso Banco Master segue sendo apurado.

Accioly citou a abertura de 200 processos e 24 casos envolvendo a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB, como exemplos de atuação da CVM. "Tem vários exemplos de atuações que a CVM fez", destacou, ponderando que a responsabilidade final é dos criminosos, mas reconhecendo a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de fiscalização.

A senadora Leila Barros (DF) questionou Accioly sobre a falha no sistema de proteção, uma vez que as investigações e a comunicação ao MP ocorreram, mas a fraude se concretizou. "Se a CVM identificou, está ali, comunicou ao Ministério Público e a fraude aconteceu, aonde que está o erro?", indagou.

Accioly informou que a CVM criou um grupo de trabalho para identificar falhas e aprimorar os instrumentos de controle. "Pode ter havido erro. Certamente, não é impossível. O que aparece primeiro são os vários acertos, mas os erros vão aparecer também", respondeu.

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