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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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AGRICULTURA

Pitaya: Cultivo em Ascensão no Brasil Ganha Espaço na Amazônia

Produção brasileira de pitaya cresce 400% em seis anos e alcança a Amazônia. Fruta exótica ganha mercado interno e externo, mas enfrenta desafios sanitários.

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Pitaya: Cultivo em Ascensão no Brasil Ganha Espaço na Amazônia

A produção nacional de pitaya, conhecida como "fruta-do-dragão", registrou um crescimento expressivo, saltando de 1,5 mil toneladas em 2017 para mais de 6 mil toneladas em 2023, segundo dados da Abrafrutas e IBGE. O Sudeste e o Sul concentram a maior parte do cultivo, mas a região amazônica vem ganhando relevância. No Pará, a produção já representa cerca de 10% do total nacional, e projetos de fomento impulsionam o cultivo em cidades do Amazonas. Em Manaus, a Secretaria Municipal de Agricultura distribuiu 30 mil mudas, beneficiando cooperativas de agricultores familiares. Daniel Mendonça Sampaio, cooperado em Terumã-Mirim, cultiva 2 mil pés em 0,5 hectare e destaca que o clima quente favorece a colheita durante quase todo o ano, com pico de janeiro a maio. A produção local é vendida para a prefeitura, para merenda escolar, e comercializada em feiras e mercados, com preços variando entre R$ 7 e R$ 15 por fruta. Apesar do potencial, a cultura enfrenta o desafio do cancro da pitaya, uma doença que exige controle rigoroso. A pitaya é rica em fibras, vitaminas e antioxidantes. Comparada à produção mundial, a brasileira ainda é pequena, mas as exportações cresceram de US$ 149,9 mil em 2020 para US$ 1,7 milhão em 2022, com destinos como a União Europeia, Canadá e Reino Unido.

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