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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Racismo no futebol: Premier League discute impunidade online após ataques a jogadores

Premier League e organizações discutem medidas contra impunidade online após jogadores sofrerem ataques racistas. Plataformas de redes sociais são cobradas por responsabilidade.

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Racismo no futebol: Premier League discute impunidade online após ataques a jogadores

A Premier League e organizações antidiscriminação do futebol inglês debaterão a impunidade de crimes virtuais após um fim de semana marcado por ataques racistas a pelo menos quatro jogadores. As ofensas ocorreram em plataformas online, reacendendo o debate sobre a responsabilidade das redes sociais.

O zagueiro do Chelsea, Wesley Fofana, foi um dos alvos. Após ser expulso na partida contra o Burnley, o jogador francês compartilhou em suas redes sociais centenas de mensagens racistas comparando-o a um "macaco" e sugerindo que deveria estar "em um zoológico". Outros jogadores como Hannibal Mejbri (Burnley), Romaine Mundle (Sunderland) e Tolu Arokodare (Wolverhampton) também sofreram ataques após erros em campo.

O Wolverhampton, clube de Arokodare, lamentou a "impunidade" dos agressores. A organização Kick It Out classificou o fim de semana como "terrível", mas ressaltou que a frequência desses ataques é uma "triste realidade". Uma investigação da BBC revelou mais de 2.000 mensagens violentas, incluindo ameaças de morte e estupro, direcionadas a jogadores e técnicos em apenas um fim de semana em novembro passado.

A treinadora do Chelsea, Sonia Bompastor, criticou a inação das plataformas de redes sociais. "Elas não estão fazendo seu trabalho, não estão assumindo responsabilidade nem cumprindo suas obrigações", afirmou. O Chelsea anunciou uma parceria com a Signify para identificar contas abusivas.

O Arsenal, que utiliza um serviço similar há cinco anos, baniu cerca de 30 torcedores do estádio entre 2021 e 2025 por racismo, homofobia e ameaças. Uma força-tarefa criada em fevereiro de 2025, com participação da Premier League, Ofcom, sindicato dos jogadores e polícia, investiga os casos. A unidade policial informou que condenações foram proferidas, resultando em "significativas proibições de entrada em estádios", mas admitiu que "ainda há muito a ser feito".

O governo britânico reagiu, classificando o racismo como "repugnante" e cobrando ações das plataformas. A Meta, dona do Facebook e Instagram, afirmou que "ninguém deve ser exposto a insultos racistas" e que remove o conteúdo ofensivo. A empresa prometeu continuar trabalhando para proteger sua comunidade e cooperar com as investigações policiais.

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