O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerrou sua visita à Coreia do Sul sem conseguir a abertura do mercado sul-coreano para a carne bovina brasileira. A expectativa era de que o tema fosse resolvido durante a viagem, mas ainda não há garantias ou prazos definidos.
O Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, reuniu-se com autoridades em Seul e afirmou que o governo está confiante. Segundo ele, os sul-coreanos se comprometeram a enviar uma missão ao Brasil para auditar a produção nacional. Fávaro expressou segurança quanto à qualidade sanitária da carne brasileira, considerando-a dentro dos melhores padrões mundiais.
O mercado sul-coreano de carne bovina tem um consumo anual estimado em 600 mil toneladas, sendo um dos maiores da Ásia. A abertura deste mercado é uma prioridade para o governo brasileiro, que o considera fechado por barreiras políticas, assim como Japão, Vietnã e Turquia. Brasil busca equivalência em tarifas, especialmente em setores como eletrônicos e automóveis, para viabilizar a negociação.
Apesar do otimismo do governo, a falta de um acordo concreto gerou um sentimento de anticlimax na viagem presidencial. Lula mencionou a questão em pronunciamentos públicos, destacando o benefício para os consumidores coreanos e o potencial do Brasil em atender à demanda.
Atualmente, os Estados Unidos são os maiores fornecedores de carne bovina para a Coreia do Sul, enquanto o Brasil domina o mercado de frango, respondendo por 85% das importações. Especialistas apontam que a negociação depende de um diálogo próximo entre os países, focado em confiança e resolução de pontos sensíveis como tarifas.