Ir para o conteúdo

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

AGRICULTURA E RELAÇÕES INTERNACIONAIS

Brasil busca abrir mercado sul-coreano para carne bovina

Visita de Lula à Coreia do Sul termina sem acordo para exportação de carne bovina brasileira. Missão técnica sul-coreana ao Brasil é esperada para auditar produção.

Compartilhe
WhatsApp
Brasil busca abrir mercado sul-coreano para carne bovina

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerrou sua visita à Coreia do Sul sem conseguir a abertura do mercado sul-coreano para a carne bovina brasileira. A expectativa era de que o tema fosse resolvido durante a viagem, mas ainda não há garantias ou prazos definidos.

O Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, reuniu-se com autoridades em Seul e afirmou que o governo está confiante. Segundo ele, os sul-coreanos se comprometeram a enviar uma missão ao Brasil para auditar a produção nacional. Fávaro expressou segurança quanto à qualidade sanitária da carne brasileira, considerando-a dentro dos melhores padrões mundiais.

O mercado sul-coreano de carne bovina tem um consumo anual estimado em 600 mil toneladas, sendo um dos maiores da Ásia. A abertura deste mercado é uma prioridade para o governo brasileiro, que o considera fechado por barreiras políticas, assim como Japão, Vietnã e Turquia. Brasil busca equivalência em tarifas, especialmente em setores como eletrônicos e automóveis, para viabilizar a negociação.

Apesar do otimismo do governo, a falta de um acordo concreto gerou um sentimento de anticlimax na viagem presidencial. Lula mencionou a questão em pronunciamentos públicos, destacando o benefício para os consumidores coreanos e o potencial do Brasil em atender à demanda.

Atualmente, os Estados Unidos são os maiores fornecedores de carne bovina para a Coreia do Sul, enquanto o Brasil domina o mercado de frango, respondendo por 85% das importações. Especialistas apontam que a negociação depende de um diálogo próximo entre os países, focado em confiança e resolução de pontos sensíveis como tarifas.

Leia também