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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Boulos defende PEC da Segurança contra crime organizado

Ministro Guilherme Boulos defende a PEC da Segurança Pública como ferramenta crucial contra o crime organizado e critica a política externa de Donald Trump.

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Boulos defende PEC da Segurança contra crime organizado

O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, afirmou que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública é essencial para combater o crime organizado no Brasil. A declaração foi feita em entrevista à Rádio Nacional.

Boulos explicou que a PEC, enviada ao Congresso em abril do ano passado, fortalece a Polícia Federal e outras forças de segurança, permitindo ações em todo o território nacional. Ele argumentou que o crime organizado transcende as fronteiras estaduais, tornando a atuação conjunta indispensável.

"Se o crime organizado é nacional, como é que a Polícia Civil de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais ou da Bahia vai ter condições de fazer o combate no Brasil todo? Vai fazer no seu território", questionou Boulos.

O ministro acredita na aprovação da PEC e vê nela um caminho para obter cooperação internacional, inclusive dos Estados Unidos, no combate ao crime. Boulos criticou a política externa de Donald Trump, sugerindo que o interesse americano na América Latina vai além da segurança.

Ele defendeu que a cooperação com os EUA comece com a extradição de criminosos brasileiros que se refugiam no país. Boulos citou o caso de um empresário investigado por sonegação fiscal bilionária, que estaria vivendo em Miami.

"Comece prendendo quem está em mansão em Miami - livre, leve e solto nos Estados Unidos - e já foi pego pela Justiça brasileira por estar na cabeça do crime organizado no esquema dos combustíveis, no caso da refinaria do Rio de Janeiro", exemplificou.

Boulos também mencionou investigações de fraudes no INSS e casos envolvendo pessoas indicadas politicamente, ressaltando o compromisso do governo com a apuração, mesmo quando envolve aliados.

O ministro defendeu um debate transparente sobre segurança pública e elogiou o papel do Supremo Tribunal Federal (STF) na democracia, embora ressalve que nenhuma instituição está imune a críticas.

"Ninguém está acima da crítica, nenhuma instituição está acima da crítica. Agora uma coisa é você poder criticar [...] Outra coisa é você querer fechar o Supremo ou fazer plano para matar um ministro do Supremo", ponderou.

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