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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Backflip proibido por 50 anos retorna triunfalmente às Olimpíadas de Inverno

Após 50 anos banido, o backflip retorna às Olimpíadas de Inverno em Milão-Cortina 2026. O movimento, que marcou a patinação artística por sua ousadia e polêmica, foi reincluído e executado com sucesso pelo americano Ilia Malinin, celebrando a liberdade de expressão no gelo.

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Backflip proibido por 50 anos retorna triunfalmente às Olimpíadas de Inverno

Milão-Cortina 2026 presenciou o retorno triunfal do backflip à patinação artística olímpica, um movimento banido por meio século. O salto mortal para trás, que havia sido legalizado em 2024 pela União Internacional de Patinação (ISU), marcou o fim dos Jogos de Inverno com um resgate histórico.

O backflip estreou nas Olimpíadas em 1976, com o americano Terry Kubicka. Na época, sem regras explícitas contra o movimento, ele surpreendeu o público. Pouco depois, a ISU o baniu, alegando razões de segurança e técnicas. O salto era considerado acrobático demais e a aterrissagem tradicional com os dois pés contrariava as regras de pontuação.

Mesmo banido, o movimento persistiu. A patinadora francesa Surya Bonaly, inspirada pela ginástica, executou o backflip em exibições em 1992 e 1994. Em Nagano 1998, já lesionada e fora da disputa por medalhas, Bonaly realizou o salto proibido em sua apresentação. A aterrissagem em um pé, embora não somasse pontos, tornou-se um ato icônico de resistência e expressão artística.

Décadas depois, a ISU reavaliou a proibição. Em 2024, o backflip foi retirado da lista de elementos restritos, deixando de gerar penalidade automática. Embora não tenha valor técnico próprio, o movimento foi gradualmente reintegrado às competições.

Em Milão-Cortina 2026, o americano Ilia Malinin foi o destaque ao executar o backflip. Ele realizou o salto no programa curto com aterrissagem dupla e arriscou aterrissagem em um pé no programa longo. O movimento, embora não decisivo para a pontuação, gerou forte impacto artístico e emocionou o público.

O retorno oficial do backflip ao gelo olímpico encerra um ciclo de 50 anos desde sua proibição e reafirma a evolução da patinação artística, abraçando a ousadia e a expressão individual. Fonte: O Globo.

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