O Vasco da Gama enfrenta um período de reestruturação após a saída de três jogadores fundamentais em menos de um mês: Philippe Coutinho, Rayan e Pablo Vegetti. Essas perdas representam um desfalque significativo, considerando que os três atletas foram responsáveis por 62% dos gols da equipe na temporada anterior. A busca agora é por adaptação ao estilo de jogo do técnico Fernando Diniz e pela ascensão de novas lideranças e ídolos para a torcida.
O centroavante argentino Vegetti foi o primeiro a deixar o clube, seguido pelo jovem Rayan, de 19 anos, que se transferiu para o Bournemouth, da Inglaterra. Philippe Coutinho, por sua vez, comunicou sua saída devido a uma sobrecarga emocional. As novas contratações, Brenner e Cláudio Spinelli, chegam para suprir as vagas deixadas por Vegetti e Rayan, mas apresentam características distintas que exigirão ajustes táticos.
O comentarista Lédio Carmona destaca a dificuldade em substituir Rayan, mas aponta Spinelli como opção para o ataque, embora o argentino se assemelhe mais a Vegetti. A adaptação do modelo de jogo e a recuperação de jogadores como Lucas Piton são cruciais. Brenner pode atuar pelos lados, enquanto Johan Rojas surge como alternativa para a vaga de Coutinho no meio-campo.
Além do desempenho em campo, a saída dos três jogadores deixa uma lacuna em termos de liderança e identificação com a torcida. Vegetti era uma liderança no elenco, Rayan o destaque técnico e Coutinho possuía uma forte ligação com os vascaínos. O clube busca novos nomes que assumam esse protagonismo. Lédio Carmona sugere que Andrés Gómez, Spinelli e Thiago Mendes podem conquistar o apoio da torcida com suas atuações, mas reforça a necessidade de o Vasco buscar no mercado um jogador com perfil de liderança consolidado.