O Partido dos Trabalhadores (PT) iniciou uma ofensiva jurídica contra opositores, protocolando cinco ações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta sexta-feira (21). As ações acusam o senador Flávio Bolsonaro (PL), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e outros parlamentares do PL de propaganda eleitoral antecipada e uso indevido de inteligência artificial (IA).
O PT alega que Flávio Bolsonaro e o ex-ministro Gilson Machado promoveram campanha antecipada com panfletos que diziam "Flávio Bolsonaro 2026". A legislação eleitoral restringe a produção de material de campanha antes do segundo semestre do ano eleitoral.
Outra ação mira a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) e os senadores Marcos Rogério (PL-RO) e Rogério Marinho (PL-RN) por propaganda eleitoral antecipada.
O partido também denunciou ao TSE um vídeo divulgado nas redes de Flávio Bolsonaro, criado com IA, que satiriza um desfile de escola de samba que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O PT argumenta que o vídeo associa indevidamente o presidente à criminalidade.
A legenda de Flávio Bolsonaro para o vídeo dizia: "diferente do desfile eleitoral do Lula, esse vídeo não usou dinheiro dos impostos". O PL já havia entrado com uma ação no TSE pedindo investigação sobre o uso de recursos públicos na homenagem a Lula.
As ações do PT que envolvem o uso de IA também citam conteúdos similares publicados pelo PL e pelo governador Romeu Zema nas redes sociais, alegando calúnia e difamação contra Lula.