Ir para o conteúdo

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

POLÍTICA

Presidente de auditores da Receita depõe à PF como investigado

Presidente da Unafisco, Kléber Cabral, prestou depoimento à PF como investigado no Inquérito das Fake News após declarações à imprensa sobre auditoria no sistema da Receita Federal. Cabral criticou medidas do STF.

Compartilhe
WhatsApp
Presidente de auditores da Receita depõe à PF como investigado

O presidente da União Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco), Kléber Cabral, foi ouvido pela Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (20) como investigado no Inquérito das Fake News. O depoimento, realizado remotamente, ocorreu em razão de declarações que Cabral concedeu à imprensa na última quarta-feira (18).

A Unafisco informou, por meio de nota, que Cabral prestou esclarecimentos à PF por se manifestar publicamente sobre a auditoria no sistema da Receita Federal. A investigação apura acessos indevidos a dados fiscais sigilosos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de seus familiares.

O Inquérito das Fake News, conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, identificou quatro servidores do Fisco por acesso irregular. Em resposta, a PF realizou uma operação na última terça-feira (17) contra os envolvidos, que foram afastados de seus cargos, obrigados a usar tornozeleira eletrônica, tiveram passaportes cancelados e estão proibidos de sair de casa à noite.

Em entrevistas, Cabral criticou as medidas impostas por Moraes, classificando-as como desproporcionais e com caráter intimidatório. Ele defendeu um dos auditores investigados, Ricardo Mansano de Moraes, afirmando que o acesso irregular às declarações de Maria Carolina Feitosa, enteada do ministro Gilmar Mendes, foi um engano e que não houve compartilhamento de informações sigilosas.

"Os sistemas da Receita mostram tudo que a pessoa fez. Não dá para ter dúvida se olhou, se printou, se mandou imprimir, quantos segundos ficou em cada tela, tudo isso a Receita guarda e registra para uma futura apuração. Mas existe algum dado vazado dessa pessoa (Maria Carolina)? Não. Então não tem nada a ver com essa história", argumentou Cabral.

Leia também