A economia do Brasil registrou um crescimento de 2,2% em 2025, comparado ao ano anterior, segundo a prévia do Monitor do PIB divulgada pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
O resultado representa o quinto ano consecutivo de alta, apesar de uma desaceleração nos últimos meses do ano. Em 2024, o crescimento havia sido de 3,4%.
O consumo das famílias expandiu 1,5% em 2025. Os investimentos, medidos pela Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), cresceram 3,6%, e a taxa de investimento atingiu 17,1%, a maior em três anos.
O comércio exterior mostrou dinamismo: exportações avançaram 6,2% e importações, 5,1%. Em valores correntes, o PIB atingiu R$ 12,63 trilhões, e o PIB per capita alcançou R$ 59.182, ambos recordes históricos.
A economista Juliana Trece, da FGV, atribui a perda de ritmo ao aperto monetário, com a taxa Selic em 15% ao ano, e ao "tarifaço" imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, que afetou as exportações.
Apesar das restrições, a taxa de desemprego em 2025 atingiu o menor percentual já registrado no país.
O resultado oficial do PIB para 2025 será divulgado pelo IBGE em 3 de março.