Ir para o conteúdo

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

INTERNACIONAL

Marrocos é acusado de planejar extermínio de cães antes da Copa de 2030

Marrocos é alvo de críticas internacionais por suposto plano de extermínio de cães de rua antes da Copa do Mundo de 2030. Autoridades negam, mas ativistas e organizações pressionam por soluções humanitárias.

Compartilhe
WhatsApp
Marrocos é acusado de planejar extermínio de cães antes da Copa de 2030

Marrocos está sob forte pressão internacional após denúncias de que o país estaria promovendo o abate de até 3 milhões de cães de rua. A acusação surge como parte dos preparativos para a Copa do Mundo de 2030, que Marrocos sediará em conjunto com Espanha e Portugal. Organizações de defesa animal alertam que a intenção seria "limpar" áreas urbanas e turísticas antes do evento.

A International Animal Welfare and Protection Coalition (IAWPC) afirma que a morte de animais já era uma prática anual no país, com cerca de 300 mil mortes registradas antes mesmo da confirmação do Mundial. Após o anúncio oficial da Copa em 2023, o número de casos teria aumentado drasticamente. A entidade alega possuir provas, incluindo imagens e documentos, que indicam execuções sistemáticas em várias cidades.

Os métodos de abate denunciados pela IAWPC incluem envenenamento com estricnina e disparos de arma de fogo. Uma investigação do The Athletic apontou para um suposto centro de abate nos arredores de Marrakech, onde as ações ocorreriam abertamente para moradores e turistas.

As acusações geraram forte reação nas redes sociais, com pedidos de boicote ao torneio. O ator Mark Ruffalo criticou as denúncias, chamando-as de uma "falha moral" e afirmando que "matar milhões de cães para se preparar para um evento esportivo global não é progresso".

A embaixada de Marrocos em Londres refuta as acusações, negando qualquer plano de abate em massa. Em nota, a embaixada declarou o compromisso do país com políticas de gestão animal "humanas e sustentáveis" e classificou as informações como "totalmente falsas".

A FIFA informou que está acompanhando o caso e em contato com as autoridades marroquinas e a IAWPC para garantir o cumprimento das normas de bem-estar animal. A entidade ressaltou que Marrocos apresentou programas de captura, esterilização, vacinação e soltura de animais como parte de sua candidatura para a Copa.

Apesar das negativas oficiais, organizações de proteção animal insistem que as mortes continuam e exigem a implementação de políticas de controle populacional em larga escala, baseadas em esterilização e vacinação. Fonte: O Globo

Leia também