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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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ECONOMIA INTERNACIONAL

FMI pede ao Japão cautela com corte de imposto sobre consumo

FMI alerta Japão sobre riscos fiscais caso o governo decida reduzir o imposto sobre o consumo. Proposta da primeira-ministra Sanae Takaichi de isentar alimentos do imposto pode custar US$ 32 bilhões e piorar o endividamento do país.

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FMI pede ao Japão cautela com corte de imposto sobre consumo

O Fundo Monetário Internacional (FMI) fez um alerta ao Japão nesta quarta-feira para que o país evite a redução do imposto sobre o consumo. A medida, prometida pela primeira-ministra Sanae Takaichi, pode agravar os riscos fiscais do país, segundo o FMI. Takaichi propôs isentar produtos alimentícios do imposto de 8% por dois anos como forma de impulsionar o consumo e conter a inflação, mas não apresentou uma fonte clara de financiamento para a proposta, que tem um custo fiscal estimado em US$ 32 bilhões. O FMI considera a isenção fiscal uma medida não direcionada que reduziria o espaço fiscal e aumentaria o risco de endividamento. A instituição financeira sediada em Washington defende que o apoio a famílias e empresas vulneráveis seja neutro em termos fiscais, temporário e direcionado. O mercado de títulos já reagiu com preocupação à promessa de Takaichi, especialmente após a adoção de um plano de estímulo de US$ 138,5 bilhões até o final de 2025 para auxiliar famílias com subsídios de energia. O FMI estima que a dívida do Japão pode atingir 210% do PIB em 2025.

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