O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, solicitou à Polícia Federal (PF) um novo depoimento sobre o Caso Master. O pedido foi feito em 30 de dezembro de 2025, após uma audiência no Supremo Tribunal Federal (STF). A defesa afirma que o objetivo é esclarecer contradições, e não buscar um acordo de colaboração premiada.
O ministro Dias Toffoli, relator do caso, havia inicialmente marcado uma acareação entre Costa, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos. Contudo, após repercussão negativa, decidiu por depoimentos individuais prévios.
Uma anotação apreendida pela PF no BRB revelou a preocupação de Costa com a possível quebra do Master. O registro indicava a necessidade de comprar carteiras de crédito da instituição privada para evitar o colapso. Questionado, Costa declarou que a intenção era ganhar tempo para a substituição das carteiras, visando proteger o BRB.
Costa explicou que, ao assumir o BRB em 2019, viu a oportunidade de expandir os negócios do banco para além de Brasília, explorando nichos como médias e grandes empresas e o mercado de capitais, áreas em que o Master já atuava.
A operação de compra do Master, anunciada por R$ 2 bilhões em março, foi impactada por suspeitas de fraude. Mais de R$ 50 bilhões em ativos foram retirados do negócio durante as investigações.
Durante seu depoimento, Paulo Henrique Costa relatou ter cobrado diretamente Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, após a identificação de problemas em carteiras de crédito. As cobranças se intensificaram quando o Master deixou de manter uma interlocução regular com as áreas técnicas do BRB responsáveis pela análise das operações.