O Rio Open, maior torneio de tênis da América do Sul, passará por uma grande transformação nos próximos anos. O evento busca maior protagonismo no cenário internacional com a expansão de suas instalações no Jockey Club Brasileiro e a troca do tradicional saibro pela moderna quadra dura. A mudança visa atrair os principais nomes do ranking mundial, que atualmente priorizam torneios no Oriente Médio.
A reorganização do calendário da ATP, com a provável introdução de um Masters 1000 na Arábia Saudita em fevereiro, a partir de 2028, impulsionou a necessidade de adaptação do torneio carioca. A intenção é realinhar a gira sul-americana para datas que não conflitem com eventos de maior porte, abrindo uma janela de oportunidade para o Rio Open.
A expectativa é que a mudança de piso e a ampliação do espaço físico, que incluirá uma nova arena central com capacidade para 10 mil pessoas, tornem o torneio mais atrativo para tenistas de ponta. Nomes como Ben Shelton, Stefanos Tsitsipas e João Fonseca podem passar a frequentar o calendário do Rio Open.
O diretor esportivo do torneio, Lui Carvalho, vê as mudanças como um passo natural para o crescimento do evento e do tênis no Brasil. "Eles enxergam a América do Sul como um mercado de potencial alto, não vão fazer nenhum movimento que vá nos atrapalhar", afirma Carvalho sobre a ATP.
Além da troca de superfície, o Rio Open também ampliará suas instalações no Jockey Club. A quadra principal será movida para a área central, e as quadras secundárias, o Boulevard e as áreas VIPs também serão expandidas. A organização espera anunciar as novidades em breve e implementar o projeto para o próximo ano.
A demanda pela quadra dura também vem dos próprios tenistas. Muitos jogadores já expressaram o desejo de competir no Brasil em uma superfície mais rápida, que se alinha melhor com o calendário atual do circuito profissional.