Duas entidades sindicais de auditores fiscais da Receita Federal criticaram a operação da Polícia Federal contra quatro servidores, suspeitos de vazar informações sigilosas. As associações argumentam que os funcionários públicos não devem ser transformados em 'bodes expiatórios' em meio a crises institucionais.
A Unafisco (Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal) alertou para que os servidores não sejam submetidos a exposição pública prematura, o que poderia enfraquecer a credibilidade das instituições e do Estado de Direito. A entidade citou um episódio de 2019, onde dois auditores foram afastados e posteriormente reintegrados.
O Sindifisco Nacional (Sindicato dos Auditores-Fiscais da Receita Federal) expressou preocupação com o suposto vazamento, ressaltando que o acesso a dados sigilosos faz parte da rotina de trabalho para a realização de auditorias e fiscalizações. No entanto, o sindicato enfatiza que a divulgação dessas informações é crime e deve ser punida, garantindo o direito ao contraditório e à ampla defesa a todos os envolvidos.
A Receita Federal informou que instaurou uma auditoria interna sobre o vazamento de informações de ministros do STF, após solicitação da Corte em 12 de janeiro. A investigação, que abrange dezenas de sistemas e contribuintes, está em andamento.
O Serpro, estatal que gerencia sistemas, afirmou que suas plataformas são rastreáveis e que seus funcionários não têm acesso ao conteúdo das bases de dados dos órgãos clientes, limitando sua atuação à infraestrutura tecnológica.