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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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PODER JUDICIÁRIO

Defesa de Daniel Vorcaro alega nulidade de processo no STF

Defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, avalia pedir nulidade de processo no STF alegando violação do juiz natural após troca de relator. Ministro Dias Toffoli deixou o caso após citações em celular de Vorcaro.

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Defesa de Daniel Vorcaro alega nulidade de processo no STF

A defesa do empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, estuda pedir a anulação do processo que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). O argumento central é a suposta violação da garantia do juiz natural após a troca de relator do caso.

O ministro Dias Toffoli deixou a condução do processo na semana passada. A decisão ocorreu após a Polícia Federal encontrar citações ao magistrado no telefone celular de Vorcaro. Por sorteio, o ministro André Mendonça foi designado como novo relator.

Advogados de Vorcaro apontam que a mudança de relatoria ocorreu sem que Toffoli se declarasse formalmente suspeito. A Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman) permite que um juiz deixe um caso por impedimento, suspeição ou questões administrativas.

A garantia do juiz natural, prevista na Constituição Federal, impede a criação de tribunais de exceção e garante que ninguém seja processado senão por autoridade competente.

O caso chegou ao STF após a defesa de Vorcaro argumentar que um material apreendido na investigação citava um deputado federal, justificando a competência da Corte. Toffoli foi sorteado relator na ocasião e determinou o envio de todos os inquéritos relacionados ao banco para seu gabinete.

O envio do caso ao STF gerou críticas de parlamentares da oposição. Um pedido para o afastamento de Toffoli da relatoria foi rejeitado pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

A parcialidade de Toffoli foi questionada após reportagem revelar que o ministro viajou para Lima, no Peru, para assistir à final da Copa Libertadores acompanhado de um advogado de um executivo do Master investigado. Toffoli também foi alvo de pedidos de afastamento após a divulgação de que dois de seus irmãos venderam participação acionária em um resort para um fundo administrado pelo cunhado de Vorcaro. O magistrado admitiu ser sócio da empresa administrada por seus irmãos e, portanto, coproprietário do empreendimento.

Reportagens também mostraram que o cunhado de Vorcaro está por trás de fundos de investimentos administrados por uma gestora investigada por suspeitas de fraudes envolvendo o Master. Além disso, seguranças do STF viajaram por 128 dias, com custo de R$ 460 mil, para a região do resort frequentado por Toffoli.

Fonte: O Globo

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