Uma nota divulgada nesta sexta-feira (14) por senadores do Progressistas (PP) desautorizou o apoio do partido ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). A manifestação contraria a posição divulgada anteriormente pelos presidentes nacionais do PP, Ciro Nogueira, e do União Brasil, Antonio Rueda, que haviam defendido o ministro em meio a críticas sobre sua atuação no caso do Banco Master.
A senadora Tereza Cristina (PP-MS), que assina a nota em conjunto com os senadores Dr. Hiran (RR), Esperidião Amin (SC), Luis Carlos Heinze (RS) e Margareth Buzetti (MT), afirmou que a posição da Federação União Progressista não foi debatida nem aprovada pela bancada no Senado.
"Portanto, o posicionamento bancado por Ciro Nogueira não pode ser interpretado como representativo do partido", declarou Tereza Cristina.
O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), elogiou a postura dos senadores do PP, parabenizando Tereza Cristina e afirmando que o partido "sempre está com a oposição para defender o que é certo".
A nota de Ciro Nogueira e Antonio Rueda defendia Toffoli após a Polícia Federal identificar menções ao ministro no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A PF pediu a suspeição de Toffoli, que era relator do caso e foi substituído por André Mendonça.
A manifestação dos partidos afirmava que "é preciso ponderar que as injustiças acontecem quando se tem apenas um lado de uma versão repetida inúmeras vezes sem base sólida".
A investigação sobre o Banco Master resultou na prisão de Daniel Vorcaro, suspeito de fraudes financeiras. O Banco Master foi liquidado após a deflagração da operação Compliance Zero em novembro passado.