O Vasco da Gama enfrenta um grave desequilíbrio entre desempenho e resultado em campo. Nos últimos cinco jogos, o time acumulou 107 finalizações, mas conquistou apenas uma vitória. O único triunfo expressivo foi contra uma equipe reserva do Botafogo, pelo Campeonato Carioca.
A disparidade tem gerado insegurança no clube, que amarga a zona de rebaixamento no início do Brasileirão. A pressão sobre o trabalho do técnico Fernando Diniz aumenta a cada partida.
Após a derrota por 1 a 0 para o Bahia em São Januário, pela terceira rodada do Brasileirão, a torcida reagiu com xingamentos ao treinador e vaias aos jogadores. O jogo foi marcado por um gol adversário originado de jogada ensaiada, apesar do Vasco ter apresentado bom volume de jogo, com alta posse de bola, mas falhando na finalização.
Os números contra o Bahia exemplificam o problema: 26 finalizações vascaínas contra 8 do adversário, 44 tentativas de cruzamento e 44 ações com bola na área baiana. No entanto, apenas quatro finalizações foram em direção ao gol. O time demonstra imposição, mas esgota suas ideias e fôlego físico em partidas mais difíceis.
O clube busca reverter o cenário ruim. Exemplos como o Internacional no ano passado, que mesmo com bom desempenho ofensivo, lutou contra o rebaixamento, servem de alerta. O time gaúcho foi destaque em fundamentos, mas terminou em 16º lugar.
O Vasco repete um ciclo de frustrações no Brasileirão. É a terceira equipe com mais grandes chances criadas (10) e a segunda que mais as desperdiça (8). Possui a maior média de posse de bola (60,7%) e lidera em cruzamentos certos (11,3 por jogo).
“Com o volume que temos criado, é questão de tempo para a bola começar a entrar. Não é normal a gente não converter em gol”, declarou Diniz em entrevista coletiva.
Para mudar o panorama, o Vasco conta com opções no elenco. Os centroavantes Brenner e Spinelli, a boa fase de Thiago Mendes e Andrés Gómez, e a promessa dos reservas Marino, Rojas e Cuiabano podem trazer novas ideias à equipe.