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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Planalto veta ministros em desfile para Lula e restringe uso de verba pública

Governo veta participação de ministros em desfile que homenageia Lula na Sapucaí para evitar propaganda eleitoral. Primeira-dama Janja desfilará; Lula acompanhará de camarote. Decisão gera debate sobre limites da atuação política em eventos públicos.

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Planalto veta ministros em desfile para Lula e restringe uso de verba pública

O Palácio do Planalto vetou a participação de ministros no desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageará o presidente Lula da Silva na Marquês de Sapucaí. A decisão visa evitar caracterização de propaganda eleitoral antecipada, em análise no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A primeira-dama Janja da Silva confirmou presença no último carro alegórico, enquanto Lula acompanhará o evento de um camarote oficial. A Advocacia-Geral da União (AGU) orientou ministros a custear viagens e desfiles com recursos próprios, proibindo voos da FAB e transmissões por canais institucionais.

O TSE já rejeitou pedidos para barrar o desfile, considerando a proibição como censura, mas mantém o caso em análise por indícios de ilícitos eleitorais. O enredo da Acadêmicos de Niterói, que estreia no Grupo Especial, celebra a trajetória de Lula com o título "Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil".

Críticos acusam Lula, o PT e a escola de samba de propaganda antecipada. Aliados de Janja defendem sua participação, afirmando que não há impedimento legal e que a proibição seria um equívoco. Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do Grupo Prerrogativas, declarou que "cabe a ela a escolha de ir ou não ao sambódromo" e que "estão tentando criminalizar o desfile, o que é um equívoco".

Lula inicia um tour de Carnaval em Recife na sexta-feira, seguido por Salvador no sábado, e encerrará o feriado no Rio de Janeiro no domingo. O governo monitora a repercussão da presença de Lula em eventos públicos durante o Carnaval, temendo críticas e vaias que poderiam ser exploradas por adversários políticos. Contudo, um grupo defende a aproximação do presidente com a população.

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