Gigantes do petróleo americanas, como a ConocoPhillips, buscam reaver bilhões de dólares perdidos após a nacionalização de seus ativos na Venezuela há décadas. Negociações estão em andamento com a presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, segundo o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright. "Eles estão em discussões ativas com a ConocoPhillips. As empresas que perderam ativos no passado estão todas em diálogos ativos neste momento", afirmou Wright à Bloomberg TV. O objetivo é encontrar uma forma de compensação e incentivar o retorno dessas empresas para impulsionar a produção petrolífera do país.
Wright, a autoridade americana de mais alto escalão a visitar a Venezuela desde janeiro, revelou que Rodríguez expressou "arrependimento pelo passado". Ele acredita que o pagamento de compensações pode atrair produtoras americanas, alinhando-se com o objetivo do presidente Donald Trump de revitalizar o setor energético venezuelano. Duas décadas atrás, a nacionalização de ativos da Exxon Mobil e ConocoPhillips, promovida pelo então presidente Hugo Chávez, resultou em perdas bilionárias para as empresas. Apesar de decisões favoráveis em tribunais internacionais que somam cerca de US$ 10 bilhões, a ConocoPhillips recuperou apenas cerca de US$ 1 bilhão até o momento.
O governo dos EUA planeja emitir licenças para importação de peças e serviços para a Venezuela. Trump elogiou a gestão de Rodríguez, destacando a melhora nas relações bilaterais e o potencial fluxo de investimentos. Rodríguez, por sua vez, expressou satisfação com a "cooperação dentro do marco da soberania nacional" e espera que a agenda energética avance conforme as leis internacionais e venezuelanas. Segundo Wright, o envolvimento americano visa reduzir a influência da China, Rússia e Irã no país, priorizando "aliados americanos e ocidentais mais honestos e menos corruptos". Rodríguez demonstrou entusiasmo com o envolvimento de Washington, conforme relatado por Wright.