Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) realizaram uma reunião nesta quinta-feira para discutir um relatório da Polícia Federal (PF) que cita o ministro Dias Toffoli. O documento, referente a dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi apresentado em um encontro que ocorreu no início da noite. Uma segunda reunião estava prevista para as 20h.
O relatório da PF gerou um pedido de suspeição contra Dias Toffoli, que negou as acusações em nota e classificou o relatório como baseado em 'ilações'. Toffoli afirmou que a PF não tem legitimidade para fazer tal pedido, pois não é parte no processo. O ministro também enviou o caso para a Procuradoria-Geral da República (PGR) e informou os demais ministros sobre a resposta.
Em meio à crise, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, havia anunciado um 'diálogo' entre os ministros. Os magistrados conversaram antes da sessão de julgamentos e, em um próximo encontro, devem discutir a elaboração de uma nota oficial.
Toffoli admitiu ser sócio da empresa Maridt, que vendeu parte de suas ações em um resort para um fundo ligado ao cunhado de Daniel Vorcaro. O ministro declarou que os valores recebidos foram devidamente informados à Receita Federal e que não recebeu qualquer quantia de Vorcaro ou de seu cunhado, Fabiano Zettel. Ele ressaltou que a Maridt é uma empresa familiar e que ele apenas recebe dividendos, sem exercer funções de gestão, o que é permitido pela Lei Orgânica da Magistratura.
O ministro é o relator do inquérito no STF sobre as supostas fraudes na tentativa de compra do Banco Master pelo BRB. O relatório da PF foi encaminhado a Toffoli por Fachin para que ele avalie se deve se declarar impedido no caso.