O senador Fabiano Contarato (PT-ES), presidente da CPI do Crime Organizado, solicitou nesta quinta-feira a convocação de José Carlos Dias Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli, irmãos do ministro do STF Dias Toffoli. Os requerimentos integram as investigações sobre o caso Banco Master.
A CPI deve votar na reunião de 24 de fevereiro os pedidos relacionados ao banco, incluindo aqueles que envolvem ministros do Supremo. Contarato afirmou que a comissão cumpre sua função constitucional de investigar o sistema financeiro nacional e que não se omitirá diante do escândalo.
"O compromisso da CPI é unicamente com a Constituição e o interesse público. Ninguém será blindado, não importa o cargo, o poder que exerça ou a hierarquia que ocupe", declarou o senador.
A apresentação dos requerimentos ocorre em meio à pressão sobre Dias Toffoli no caso Banco Master. Mensagens encontradas no celular do dono do banco, Daniel Vorcaro, mencionam o ministro, levando parlamentares a pedir sua saída da relatoria do caso no STF e a protocolar um novo pedido de impeachment.
Em nota, o gabinete de Toffoli afirmou que os questionamentos se baseiam em ilações. O ministro admitiu ter sido sócio de uma empresa com participação em um resort no Paraná e declarou ter vendido sua parte a um fundo ligado a um familiar do dono do banco. Toffoli também negou ter recebido valores do banqueiro ou de seus familiares.
Contarato também pediu a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da gestora Reag e de seu fundador, João Carlos Mansur. Solicitou ainda o envio, pelo Banco Central, do processo administrativo que resultou na liquidação extrajudicial da Reag.
Fonte: O Globo