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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Comércio Brasil-Reino Unido avança 10,5% e movimenta US$ 17,3 bilhões

Crescimento de 10,5% nas trocas comerciais entre Brasil e Reino Unido entre setembro de 2023 e 2024. Setor de serviços impulsiona balança bilateral. Investimento direto também avança.

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Comércio Brasil-Reino Unido avança 10,5% e movimenta US$ 17,3 bilhões

As trocas comerciais entre Brasil e Reino Unido registraram um crescimento de 10,5% entre setembro de 2023 e setembro de 2024, totalizando US$ 17,3 bilhões. As exportações britânicas para o Brasil somaram cerca de US$ 10,4 bilhões, enquanto o Brasil exportou US$ 6,9 bilhões, um aumento de 13,3% em 12 meses. Os dados são do relatório Brazil–UK Trade and Investment Factsheet.

O aumento nas exportações do Reino Unido foi impulsionado pela venda de serviços ao mercado brasileiro. Já as importações britânicas de bens e serviços do Brasil também registraram expansão. Apesar disso, o Reino Unido manteve um superavit comercial de aproximadamente US$ 3,5 bilhões com o Brasil, refletindo o peso dos serviços britânicos na balança.

O setor de serviços foi responsável por mais da metade das exportações do Reino Unido, com alta de 10,9%. Serviços empresariais, técnicos, financeiros, de transporte e viagens se destacaram. As exportações de bens britânicos cresceram 6,5%.

No lado brasileiro, o crescimento das exportações foi liderado por bens, com aumento de 15,4%. Bebidas, tabaco, carnes e produtos cárneos, além de máquinas e equipamentos industriais, foram os principais itens. As exportações de serviços brasileiros também avançaram cerca de 9,2%.

Fabio Caldas, presidente da Britcham, ressaltou que o crescimento do comércio ocorre em paralelo a um maior investimento direto entre os países. "Esse crescimento consistente reflete uma mudança importante na relação entre os dois países. O comércio deixou de ser focado apenas em bens tradicionais e passou a incorporar cada vez mais serviços, que têm maior valor agregado e criam vínculos mais duradouros entre as empresas brasileiras e britânicas", afirmou.

Fonte: Agência Brasil

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