O Real Madrid e a Uefa anunciaram nesta quarta-feira (12) um acordo que encerra definitivamente o projeto da Superliga europeia. A decisão põe fim a meses de tensões e disputas legais que ameaçavam a estrutura do futebol no continente.
O acordo, anunciado em comunicado conjunto, visa restabelecer a paz e a cooperação entre as partes, priorizando o princípio do mérito esportivo, a sustentabilidade financeira dos clubes e a melhoria da experiência dos torcedores.
A Superliga, idealizada pelo presidente do Real Madrid, Florentino Pérez, foi lançada em abril de 2021 com o apoio de 12 clubes europeus. No entanto, a forte oposição de torcedores, governos e entidades como a Uefa levou a maioria dos clubes a abandonar o projeto.
O Barcelona, último clube a se retirar, confirmou sua saída na semana passada após negociações com a Uefa. O Real Madrid, por sua vez, chegou a buscar amparo judicial para manter o torneio, mas sem o apoio de outros grandes clubes, a iniciativa perdeu força.
Apesar de uma decisão judicial favorável ao Real Madrid em novembro de 2024, que questionou o monopólio da Uefa, o Tribunal de Justiça da União Europeia não autorizou a criação de uma nova liga nos moldes da Superliga, mas abriu caminho para um sistema mais competitivo na organização de torneios.
Em outubro de 2025, o Real Madrid e a A22 Sports Management entraram com um processo contra a Uefa pedindo R$ 24,7 bilhões em indenizações. Contudo, com o fracasso do projeto e a ausência de outros clubes promotores, a disputa chega ao fim.