O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta terça-feira (11), em São Paulo, que a política monetária atravessa um período de "calibragem", exigindo cautela diante das incertezas econômicas. "A palavra-chave é essa, a calibragem, esse ajuste da política monetária a partir de março, justamente para a gente poder reunir mais confiança para iniciar esse ciclo", declarou Galípolo durante a CEO Conference Brasil 2026, evento promovido pelo BTG Pactual. Ele explicou que a decisão do Copom de esperar para iniciar os cortes na Selic foi para "reunir mais confiança". Em janeiro, o BC manteve a taxa básica de juros em 15% ao ano, mas indicou que cortes poderiam começar em março, condicionados ao controle da inflação e à ausência de surpresas econômicas. Galípolo comparou o BC a um "transatlântico", que se move de forma "comedida e segura", em contraste com a agilidade de um "jet ski". Para os próximos anos, a palavra de ordem será "estabilidade", mandato central da instituição, que pretende dar transparência às suas ações com um "quadrado vazado" como novo logo. O presidente do BC também elogiou a atuação da Polícia Federal, do Ministério Público, do mercado financeiro e da imprensa nas investigações sobre o Banco Master, destacando a "coragem e capacidade técnica" dos envolvidos. Ele defendeu o aprimoramento dos instrumentos de fiscalização do BC para evitar novas fraudes no sistema financeiro, afirmando que "jogar a luz do sol é sempre o melhor desinfetante".
ECONOMIA
Presidente do BC: "Momento é de calibragem da política monetária"
Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, detalha estratégia de "calibragem" da política monetária e destaca "estabilidade" como palavra-chave para os próximos anos. Ele também elogiou a atuação em casos de fraudes bancárias.