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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Fux adia julgamento sobre elegibilidade de Washington Reis

Ministro Luiz Fux pede vista e adia julgamento no STF que pode tornar Washington Reis elegível para 2026. Político foi condenado por crimes ambientais e irregularidades.

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O julgamento que pode definir a elegibilidade do ex-prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis, para as eleições de 2026 foi adiado nesta quarta-feira (11). O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu vista, interrompendo a análise do recurso apresentado pelo político, que é presidente do diretório estadual do MDB no Rio de Janeiro.

A decisão de Fux suspende o andamento do processo que busca reverter a condenação criminal que tornou Reis inelegível. O pedido de vista ocorreu após o voto do ministro Gilmar Mendes, que acompanhou o relator, Flávio Dino, pela manutenção da condenação. Mendes argumentou que os recursos da defesa não são suficientes para alterar a decisão anterior da Segunda Turma do STF.

Washington Reis foi condenado por crimes ambientais e irregularidades em loteamento urbano durante seu primeiro mandato como prefeito. A acusação aponta que ele autorizou a criação do loteamento Vila Verde em área de proteção ambiental da Reserva Biológica do Tinguá, infringindo a Lei de Crimes Ambientais e a Lei de Parcelamento do Solo Urbano.

A condenação, confirmada pelo STF em 2016, resultou na perda dos direitos políticos de Reis. Ele chegou a anunciar pré-candidatura ao governo do Rio de Janeiro no ano passado.

Em março de 2025, o ministro Flávio Dino votou contra os embargos da defesa, posicionando-se pela manutenção da condenação. Ministros como Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin acompanharam Dino, enquanto André Mendonça divergiu, defendendo a absolvição de Reis.

O ministro Gilmar Mendes também rejeitou o pedido da defesa para que o caso fosse remetido novamente à Procuradoria-Geral da República (PGR) para reavaliação de um Acordo de Não-Persecução Penal (ANPP).

Ainda faltam os votos de Cármen Lúcia, Nunes Marques e Edson Fachin. O ministro Dias Toffoli se declarou impedido. Com o pedido de vista, Fux tem até 90 dias para devolver o caso ao plenário.

Fonte: O Globo

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