O prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos, reuniu-se com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto, nesta terça-feira (10/02/2026), para defender a permanência de Geraldo Alckmin como candidato a vice-presidente na chapa de reeleição de Lula. A reunião, que durou cerca de uma hora, foi vista por Campos como um sinal de avanço na parceria entre PSB e PT.
"Os dois vão construir isso da melhor forma, há uma relação de carinho e respeito entre eles", afirmou Campos a jornalistas após o encontro, minimizando a necessidade de uma intermediação do partido. Ele reforçou, no entanto, que a manutenção de Alckmin na chapa é "importante para o partido".
Campos destacou a "relação de confiança" entre Lula e Alckmin e a importância da aliança entre PSB e PT em todo o país, incluindo apoios mútuos em eleições estaduais e para o Senado.
Apesar do pedido do PSB, a articulação política em torno da vice-presidência segue em aberto. O senador Renan Calheiros (MDB-AL) mencionou que Lula já discutiu a possibilidade de o MDB indicar o vice em conversas anteriores.
O presidente Lula admitiu publicamente a possibilidade de Alckmin ter um papel diferente na eleição, possivelmente em São Paulo, abrindo espaço para outras indicações, como nomes do MDB, incluindo o ministro Renan Filho, ou o governador Helder Barbalho.
Nos bastidores, a manutenção de Alckmin na chapa é vista como uma forma de agradar João Campos, que busca o apoio de Lula em sua candidatura ao governo de Pernambuco. No entanto, a governadora Raquel Lyra (PSD) trabalha para que Lula se mantenha neutro na disputa pernambucana.
A estratégia do Palácio do Planalto de buscar ampliar a aliança governista para o centro político, incluindo o MDB, é vista como crucial para a reeleição de Lula. O MDB, com sua capilaridade e peso político, é considerado um parceiro chave nessa articulação.
A possível composição com o MDB visa consolidar o apoio de setores do centro e reduzir o crescimento de candidaturas adversárias, além de dialogar com outras aproximações recentes com partidos como PP e União Brasil. A entrada do MDB na chapa presidencial pode redesenhar o cenário político de 2026, fortalecendo a base de apoio de Lula.