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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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TECNOLOGIA

Google defende que uso de 29 minutos no YouTube não configura vício

Em julgamento histórico, Google argumenta que uso de 29 minutos diários no YouTube por jovem não configura vício. Defesa contesta acusações de plataformas viciantes e aponta outras causas para o sofrimento da jovem.

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Google defende que uso de 29 minutos no YouTube não configura vício

Um advogado do Google argumentou em tribunal que o uso de apenas 29 minutos diários do YouTube não caracteriza vício em redes sociais. O julgamento histórico nos EUA envolve acusações contra gigantes da tecnologia por criarem plataformas viciantes para jovens. A defesa apresentou depoimentos e prontuários médicos que, segundo o advogado Luis Li, não indicam dependência. A jovem, identificada como Kaley, teria afirmado em depoimento que não se considerava viciada, nem seu terapeuta ou pai. O advogado questionou o motivo do processo diante dessas declarações. Kaley é o rosto de um processo contra Google e Meta, alegando que o uso excessivo de redes sociais prejudicou sua saúde mental. O julgamento, que pode impactar milhares de ações semelhantes contra TikTok e Snap, testará a responsabilidade das empresas. Advogados do Google e Meta refutam a ideia de que seus produtos são projetados para viciar, citando recursos de personalização e controle de uso. O advogado de Kaley, Mark Lanier, comparou as plataformas a máquinas caça-níqueis, projetadas para prender a atenção de crianças e adolescentes. As empresas negam irregularidades e afirmam oferecer ferramentas de apoio a pais. A defesa de Kaley alega que as plataformas usam a ciência do cérebro para estimular a busca por recompensas, comparando-as a um Cavalo de Troia. O Google rebateu, informando que o uso médio de Kaley no YouTube é de 29 minutos diários, sendo apenas 1 minuto e 14 segundos em vídeos sugeridos automaticamente. A defesa de Meta argumentou que o sofrimento da jovem tem origens em conflitos familiares, abuso e bullying, e não primariamente no uso de redes sociais. Kaley teria relatado que o uso das plataformas era um mecanismo de enfrentamento e válvula criativa. Registros médicos indicam mais de 260 sessões de tratamento, com poucas referências ao vício em mídias sociais. Figuras importantes como Mark Zuckerberg e Neal Mohan são esperados para testemunhar. Fonte: O Globo

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