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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Carnaval e política: Disputa eleitoral invade a Sapucaí

Senadora Damares Alves e partido Novo acusam Acadêmicos de Niterói de propaganda eleitoral antecipada com enredo sobre Lula. Justiça Eleitoral é acionada e debate sobre uso de verbas públicas se intensifica no Carnaval.

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Carnaval e política: Disputa eleitoral invade a Sapucaí

A homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no enredo da escola de samba Acadêmicos de Niterói para o Carnaval de 2026 acirra os ânimos políticos e já movimenta a Justiça Eleitoral. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e o partido Novo entraram com representações contra a agremiação e o petista, alegando propaganda eleitoral antecipada e o uso indevido de verbas públicas.

Damares Alves protocolou denúncia no Ministério Público Eleitoral (MPE) e criticou o que chamou de "silenciamento" após a ação. Ela aponta que a escola, que receberá R$ 1 milhão da Embratur via termo de cooperação com a Liesa, estaria utilizando dinheiro público para enaltecer um pré-candidato e difamar o ex-presidente.

O partido Novo também acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com uma representação. O partido argumenta que o samba-enredo extrapola uma homenagem cultural, configurando-se como peça de propaganda eleitoral extemporânea, ao associar a trajetória de Lula a elementos típicos de campanhas.

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Presidente Lula envolvido em polêmica por homenagem no carnaval. Foto: Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em sua defesa, a Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro) reiterou que o termo de cooperação prevê a destinação igualitária de R$ 1 milhão para cada uma das 12 agremiações do Grupo Especial. A entidade destacou ainda que o apoio federal ao Carnaval, no valor de R$ 12 milhões, já foi distribuído de forma equânime em 2025 e se repetirá em 2026, com aportes adicionais do Governo do Estado e da Prefeitura do Rio.

A Embratur, por sua vez, declarou que respeita a autonomia artística e a liberdade de expressão das agremiações, não interferindo na escolha de sambas-enredo. A agência se colocou à disposição para prestar esclarecimentos.

Paralelamente, o deputado federal Kim Kataguiri (MBL-SP) ajuizou ação popular pedindo a suspensão imediata do termo de cooperação com a Acadêmicos de Niterói, além do bloqueio de novos repasses e a devolução dos valores já transferidos, alegando que o recurso pode ser usado para projetar uma imagem positiva de Lula.

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