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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Brasil repete pior posição em ranking de corrupção e segue com 35 pontos

Brasil marcou 35 pontos no Índice de Percepção da Corrupção 2025 e permaneceu na 107ª posição entre 182 países e territórios, segundo a Transparência Internacional.

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O Brasil manteve em 2025 a segunda pior nota de sua série histórica no Índice de Percepção da Corrupção (IPC), divulgado pela Transparência Internacional. O país marcou 35 pontos, em uma escala que vai de 0 a 100, e permaneceu na 107ª posição entre 182 países e territórios.

Em relação a 2024, quando registrou 34 pontos, a alta foi de um ponto. A Transparência Internacional considera a variação estatisticamente insignificante. No IPC, quanto menor a pontuação, maior a percepção de corrupção no setor público.

O indicador reúne até 13 fontes independentes que captam a avaliação de especialistas, pesquisadores e executivos sobre práticas corruptas e mecanismos de prevenção. No caso brasileiro, o cálculo usou oito indicadores, o mesmo número considerado no ano anterior.

A série histórica do IPC mostra que o melhor desempenho do Brasil ocorreu no ano inaugural, em 2012, e em 2014, quando atingiu 43 pontos. O pior resultado apareceu em 2024, com 34.

O diretor executivo da Transparência Internacional - Brasil, Bruno Brandão, afirma que o país permanece estagnado mesmo após repercussão internacional da atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) no processo de responsabilização do ex-presidente Jair Bolsonaro. "(O Brasil) também chocou o mundo com casos de macrocorrupção em escala inédita, como INSS e Master, impunidade generalizada mesmo para corruptos confessos e condutas desmoralizantes de ministros do próprio STF", disse.

Segundo a entidade, há uma década o Brasil permanece abaixo da média global. Em 2025, o país ficou abaixo da média das Américas (42 pontos) e abaixo da média geral do levantamento (42 pontos).

Brandão atribui o resultado a ações e omissões dos Três Poderes. Ele cita como avanço do Executivo o uso de inteligência financeira no combate à lavagem de dinheiro ligada ao crime organizado, mas afirma que o governo Lula falhou ao permitir, segundo ele, a captura de agências regulatórias e estatais e ao manter a negociação política baseada no crescimento das emendas parlamentares.

Sobre o Congresso, o diretor afirma que parlamentares aprovaram medidas que enfraquecem o combate à corrupção, como mudanças que flexibilizam a Lei da Ficha Limpa, enquanto o volume de emendas segue em expansão.

Em relação ao STF, Brandão reconhece a tentativa de impor mais transparência e algum controle às emendas, mas diz que a Corte segue garantindo impunidade em casos de macrocorrupção, inclusive com réus confessos, e aponta suspeitas de vínculos de ministros com empresas com processos no tribunal.

No ranking global, Dinamarca (89), Finlândia (88) e Cingapura (84) lideram. Na outra ponta, Somália e Sudão do Sul aparecem com 9 pontos, e a Venezuela, com 10.

Países próximos ao Brasil incluem Sri Lanka (35); Argentina, Belize e Ucrânia (36); e Argélia, Bósnia e Herzegovina, Indonésia, Laos, Malawi, Nepal e Serra Leoa (34). Em 2025, Brunei e Belize entraram como novos países no índice e ficaram à frente do Brasil.

Fonte: O Globo

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